Tentando criar o hábito de realizar estudos antes de partir para “obra”. Entre aspas porque acho que essa palavra carrega um peso enorme, antes e depois da pintura. Antes um peso negativo, depois, provavelmente positivo.
Mas tem estudo que vira obra. E toda obra só existiu por houve muito estudo antes.
Ontem eu tinha 10km para correr, era uma meta que tinha estabelecido há uns 6 meses. Foi duro, e passei a corrida inteira negociando comigo mesma.
Lá pelo quilômetro 6, eu pensei: posso pensar que faltam mais 4km, ou posso pensar que já estou construindo o sétimo, logo faltam 3km porque o 7º já tá encaminhado. 🤣😅 Foi uma história que me contei, que me fez pensar na aquarela.
Assim como eu tava construindo o 7º quilômetro, cada estudo é construção da obra seguinte, e da próxima… tudo é tijolinho.
Na corrida, as barreiras vem no fôlego, na frequência cardíaca, no peso das pernas… na aquarela, o peso maior que sinto, é da autocobrança, da frustração.
Honestamente, acho bem mais difícil de lidar. Porque a frustração mina a confiança e suga a vontade de seguir. Na corrida a endorfina vai chegando, e apesar do cansaço, a negociação vai ganhando mais a favor de seguir do que parar.
Mas o ponto em comum entre a pintura e o exercício físico é, se você não treinar, você vai notar a dificuldade inicial voltar.
Legenda do meu post no instagram @repontes.art


Você é maravilhosa! Como artista, aquarelista e como ser humano! Tentando me inspirar em você…
Muito obrigada, Fabrícia! <3